Chile

As primeiras mudas de videiras chegaram ao Chile ainda na época do descobrimento da América, tendo a produção se iniciado em Santiago, inicialmente em pequenas quantidades, destinada apenas para consumo familiar e para rituais religiosos. A partir do século XIX, com a declaração da independência do país, sua abertura para o mercado externo e a subseqüente introdução de novas tecnologias para a modernização dos vinhedos, o Chile começou a ser reconhecido pela qualidade dos seus vinhos, mas foi entre as décadas de 80 e 90, com a intensificação dos investimentos na qualidade da produção vinícola, que o Chile iniciou sua jornada para se tornar hoje o quinto maior exportador de vinhos do mundo, adquirindo em definitivo um respeito de nível internacional por parte dos especialistas. Foi o monge jesuíta Francisco de Carabantes o responsável pela introdução das primeiras mudas de videira no Chile. A conformação geoclimática do país é única entre todas as regiões produtoras de vinhos no mundo: situado entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, o Chile conta com um isolamento geográfico que protege a região das pragas que usualmente afetam parreirais – permitindo o plantio de variedades de uvas européias sem a necessidade de enxertia em espécies americanas, mais resistentes a pragas. Esta particularidade foi a razão pela qual a Phylloxera Vastatrix, doença que chegou a devastar plantações do mundo inteiro, no começo do século XX, jamais chegasse ao Chile; tanto que espécimes da uva Carménère, considerada extinta na Europa em virtude da Phylloxera, foram encontradas novamente no Chile no ano de 1994, em meio a videiras de uva Merlot. As diferenças de relevo e altitude ao longo de seu extenso e estreito território – 177 km de largura e cerca de 4300 km de comprimento – propiciam toda uma diversidade de climas, do mediterrâneo ao temperado, gerando vinhos que se comparam facilmente aos melhores vinhos da França, Itália e Espanha. Antes do Chile, Itália, França, Espanha e Estados Unidos são respectivamente os maiores exportadores de vinhos do mundo. Itália e França, respondem em conjunto por quase um terço da produção de vinhos mundial. Com mais de cem vinícolas localizadas ao longo do trecho central do país, dos seus cerca de 117.000 hectares plantados, 75% são dedicados à produção de uvas tintas, especialmente da Cabernet Sauvignon, que ocupa mais da metade da área cultivada. Utilizada nos varietais e cortes de vinhos tintos que mais se adéquam ao padrão de Bordeaux em toda a América Latina, a Cabernet Sauvignon e a Carménère, são as uvas emblemáticas do Chile, cujos vinhos figuram sempre no topo das principais listas de vinhos de primeira grandeza internacionais. Outros tipos de vinhos tintos que também se fazem fortemente presentes no Chile são os originados a partir da Syrah, bem adaptada a quase todas as sub-regiões chilenas, e a Pinot Noir, que resulta nos melhores tintos da variedade quando proveniente de regiões mais frias. O Chile tem uma geografia muito específica, com diferentes terroirs distando muito pouco um entre os outros. As variedades de vinhos brancos, que tempos atrás eram consideradas fracas e de baixa qualidade, têm melhorado substancialmente, destacando-se os produzidos a partir das uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling. Conforme a região de origem de cada um dos grandes nomes de vinhos chilenos, suas características principais variam: uma mesma uva pode gerar um vinho mais ácido ou mais frutado, a depender do clima local e das qualidades do solo onde foi cultivada. “Varietal” é a denominação dada a vinhos produzidos a partir de um único tipo de uva. Quando mais de uma variedade é utilizada, chama-se corte ou “assemblage.” Enquanto os vinhos das regiões mais quentes, como Valle de Casablanca, Leyda ou San Antonio se tornam mais maduros e suaves, os de regiões mais frias como Cachapoal, Colchágua e Valle Del Maipo são mais cítricos, tânicos e pouco longevo.

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A história do Empório Villa Real começou em 2005, com a decisão da família Villa Real em abrir espaço para a venda de palmitos, champignon e outros produtos em conserva. Não passou muito tempo, e a paixão por vinhos e queijos motivou a ampliação do negócio. É certo que toda refeição, reunião de amigos, familiares, profissionais e até uma história de amor ficam mais interessantes e encontram espaço na memória quando são acompanhadas de um bom vinho, queijos, especiarias e outras delícias.

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